Agostinho Neto

Noite

Eu vivo 
nos  bairros escuros do mundo 
sem luz nem vida.

Vou pelas ruas 
às apalpadelas 
encostado aos meus informes sonhos 
tropeçando na escravidão 
ao meu desejo de ser.

São bairos de escravos 
mundos de miséria 
bairros escuros.

Onde as vontades se diluíram 
e os homens se confundiram 
com as coisas.

Ando aos trambolhões 
pelas ruas sem luz 
desconhecidas 
pejadas de mística e terror 
de braço dado com fantasmas.

Também a noite é escura.

Biografia do poeta aqui  

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