Depois da pressão de Dilma, ações de bancos despencam

Nova fórmula para a correção da poupança será apresentada hoje

No primeiro dia útil após o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff na TV atacando os bancos pelos juros altos, o mercado reagiu e as ações das principais instituições financeiras do país despencaram. Enquanto o Ibovespa, índice de referência do mercado, subiu 0,98%, os papéis de todos os bancos recuaram. Os do Banco do Brasil (BB) caíram 2,71% por que os analistas entendem que a instituição pode ter sua margem de lucro reduzida com o corte drástico dos juros determinado pelo governo. Mas caíram também ações de Itaú Unibanco PN (-2,48%), Bradesco PN (-1,4%) e Santander (-0,19%). Para especialistas, as quedas mostram a aversão dos investidores a interferências do governo no setor. Cientistas políticos dizem que, com o discurso de Primeiro de Maio, Dilma quis fazer a população pressionar os bancos. Hoje, a presidente se reúne com políticos, empresários e líderes sindicais para apresentar a proposta do governo para mudar a remuneração da caderneta de poupança. Uma das alternativas é ter remuneração variável entre 65% e 80% da taxa básica de juros (Selic), em vez de TR mais 6% ao ano, como é hoje. A mudança só valerá para os novos depósitos. (O Globo)

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